quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O amor pela marca

Recebi de um aluno o texto abaixo e o reproduzo a seguir. Leitura muito interessante que mostra o ponto de vista de um dos mais importantes executivos da propaganda mundial.


O amor pela marca

Kevin Roberts, CEO mundial da Saatchi & Saatchi, uma das maiores empresas de publicidade do mundo, e autor dos livros Lovemarks: O futuro além das marcas e Sisomo: the future on Screen, empolgou a platéia em sua apresentação sobre "Como criar e manter marcas poderosas", ontem no ExpoManagement 2007.

“O poder das marcas foi mudado. Agora o poder é do consumidor. É ele quem manda”, revelou. O executivo pontuou as sete idéias que, em sua opinião, podem fazer a diferença de uma marca comum para uma marca amada, ou lovemark. Para ele, não importa se o negócio é B2B ou B2C, o que importa é que trata-se de um negócio P2P, de pessoa para pessoa e por isso deve ter emoção. “O sucesso de uma empresa é igual ao tempo inverso que você passa fazendo planejamento estratégico. Nós estamos nos negócios das ações, no negócio de vender”.

Para Roberts, trata-se da diferença entre o racional e o emocional. “As pessoas tomam suas decisões 80% emocionalmente e 20% racionalmente. O racional nos leva a conclusões, o emocional nos leva a ações. É preciso vender com amor, com paixão”. O CEO explicou que passamos a fase da economia da informação, uma vez que hoje muitos têm acesso aos mesmos dados.

A idéia agora, segundo o CEO, é a economia da atração, do engajamento.Segundo ele, hoje, a maior parte dos comerciais tem que ter romance, tem que atingir diretamente o consumidor.

“O marketing de massa já era. Morreu. Temos que tratar o consumidor individualmente. O consumidor quer interagir. Se você trabalha no departamento de marketing, mude-se para o departamento da conectividade. Você precisa ser um conector”, revelou. Segundo Kevin, as marcas hoje são construídas com respeito e amor e não só com respeito, como foi no passado.

“Não importa o que você ofereça, seja preço, benefício, a fidelidade do cliente vai depender do amor que sente pela marca. E lovemarks são irresistíveis”, disse.O segredoO CEO contou que para tornar uma marca amada é necessário elementos como, mistério, sensualidade e intimidade. “Quanto mais você sabe a respeito de algo, menos interessante isso se torna. Dizemos tudo ao consumidor, nossos websites estão repletos de informações sem importância”.

O palestrante citou o Brasil como exemplo de sensualidade. “Vocês têm cores, têm barulho, são uma experiência sonora. O Brasil é uma lovemark”. Já a intimidade tem a ver com a conectividade. “É preciso manter contato”, afirmou. Outra idéia defendida pelo executivo é que as empresas não fiquem presas numa montanha de informação e conhecimento. “Os vencedores serão os que tiverem insights”, revelou.

A impressão do executivo é que no Brasil as empresas têm medo de errar. “Fale rápido, pense rápido e aprenda rápido”, aconselhou.Ao final ele advertiu para importância da sustentabilidade para o meio ambiente, cultural e socialmente. “Você deve fazer da sustentabilidade parte do seu cotidiano.

Faça do mundo lugar onde todos possam viver bem, trabalhar e se divertir”, acrescentou.

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